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Senadores adiam votação do projeto de cotas

06/05/2009


Senadores adiam votação do projeto de cotas
Ficou acertado que eles vão tentar construir um texto único para incluir outro projeto que acaba de chegar ao Senado, que cria cotas para portadores de deficiência entrarem nas universidades.


O projeto que cria um sistema de cotas nas universidades federais foi discutido, nesta terça-feira, em Brasília. A votação da proposta, em uma comissão do Senado, que estava marcada para quarta-feira, acabou adiada.

O grupo foi ao Senado apoiar a proposta que cria cotas raciais nas universidades públicas. Pelo texto, em discussão na Comissão de Constituição e Justiça, 50% das vagas serão destinadas aos estudantes das escolas públicas.

Mas as vagas vão ser preenchidas seguindo a proporção de negros, índios e pardos em cada estado. “Há necessidade, sim, urgentemente de se combater o racismo através da educação”, afirmou Cristina Almeida, da Articulação das Mulheres Negras Brasileiras.

Argumento que é rebatido por muitos senadores, que defendem a criação de cotas, mas para pobres em geral, sem discriminação de raça.

“Nós não podemos aprovar uma lei contra a discriminação abrindo um outro viés discriminatório. Se você estabelece cotas raciais, você está discriminando pessoas pobres que não sejam negras ou pardas”, esclarece o senador Marconi Perillo (PSDB-GO).

Em uma reunião fechada, parlamentares dos dois lados tentaram se entender. Sem acordo, os senadores decidiram adiar a votação do projeto que estava prevista para quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça. Além disso, ficou acertado que eles vão tentar construir um texto único para incluir outro projeto que acaba de chegar ao Senado, que cria cotas para portadores de deficiência entrarem nas universidades.

A reserva para eles seria de 10% das vagas, o que somaria 60% das vagas de todas as universidades públicas para algum tipo de cota.

“A cota racial, no meu ponto de vista, tem que permanecer, porque é uma dívida através dos tempos para com a população negra desse país”, disse o senador Serys Slhessarenko (PT-MT).

“Eu, por exemplo, sou a favor de cotas só para pobres, independentemente da sua cor, pobre negro, pobre branco, pobre índio, qualquer pobre tem direito a essa cota. Como é que nós vamos colocar na universidade 60% para todo tipo de cota, quer dizer, o mérito vai por água abaixo”, declarou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

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